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| Doze perguntas
às quais somente você pode responder. Somente você poderá determinar
se o programa de A.A. é a maneira de viver de A.A. é tem algum sentido
para você e pode ajudá-lo. |
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É uma decisão que você terá de
tomar por sua própria conta. Ninguém em A.A. poderá fazê-lo por você.
Nós, que hoje somos membros, ingressamos em A.A. porque reconhecemos
que a bebida havia se convertido em um problema que não podíamos controlar
sozinhos. A princípio, muitos de nós não queríamos admitir que não
conseguíamos mais beber normalmente. Porém, quando membros veteranos
de A.A. nos contaram que, para eles, o alcoolismo era uma doença que,
como a diabete, podia ser detida, começamos a procurar em nós mesmos
os sintomas dessa enfermidade. Encaramos os fatos referentes a esta
doença em particular, da mesma forma com que enfrentaríamos qualquer
outro problema sério de saœde. Demos respostas honestas às perguntas
realistas sobre nossa maneira de beber e seus efeitos na nossa vida
cotidiana.
Eis algumas das perguntas que tivemos
de responder. Sabemos por experiência própria que qualquer pessoa
que responder SIM a QUATRO ou mais destas doze perguntas, tem claras
tendências para o alcoolismo (e poderá já ser um alcoólico). Por que
não tentar, você mesmo, responder a estas perguntas? Lembre-se que
não há desonra em admitir que você tem um problema de saœde. Se existe
realmente um problema, o importante é solucioná-lo. |
- Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem
conseguir atingir seu objetivo?
Muitos de nós "largamos a bebida" muitas vezes
antes de procurar A.A. Fizemos sérias promessas aos nossos familiares
e empregadores. Fizemos juramentos solenes. Nada funcionou até
que ingressamos em A.A. Agora não lutamos mais. Não prometemos
nada a ninguém, nem a nós mesmos. Simplesmente esforçamo-nos para
não tomar o primeiro gole hoje. Mantemo-nos sóbrios um dia de
cada vez.
- Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo
parar de beber?
Muitas pessoas tentam ajudar bebedores-problema.
Porém, a maioria dos alcoólicos ressente-se com os "bons conselhos"
que lhes dão. (A.A. não imp›e esse tipo de conselho a ninguém.
Mas, se solicitados, contaríamos nossa experiência e daríamos
algumas sugest›es práticas sobre como viver sem o álcool.)
- Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando
uma bebida alcoólica por outra?
Sempre procurávamos uma fórmula "salvadora" de
beber. Passamos das bebidas destiladas para o vinho e a cerveja.
Ou confiamos na água para "diluir" a bebida. Ou, então, tomamos
nossos goles sem misturá-los. Tentamos ainda beber somente em
determinadas horas. Porém, seja qual for a fórmula adotada, invariavelmente
acabamos embriagados.
- Tomou algum trago pela manhã nos œltimos doze meses?
A maioria de nós está convencida (por experiência
própria) de que a resposta a esta pergunta fornece uma chave quase
infalível sobre se uma pessoa está ou não a caminho do alcoolismo,
ou já se encontra no limite da "normalidade" no beber.
- Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?
É óbvio que milh›es de pessoas podem beber (às
vezes muito) em seus contatos sociais sem causar danos sérios
a si mesmos, ou a outros. Você parou alguma vez para perguntar-se
por que, no seu caso, o álcool é, tão freqŸentemente, um convite
ao desastre?
- Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério
nos œltimos doze meses?
Todos os fatos médicos conhecidos indicam que o
alcoolismo é uma doença progressiva. Uma vez que a pessoa perde
o controle da bebida, o problema torna-se pior, nunca desaparece.
O alcoólico só tem, no fim, duas alternativas: (1) beber até morrer
ou ser internado num manic™mio, ou (2) afastar-se do álcool em
todas as suas formas. A escolha é simples.
- A bebida já criou problemas no seu lar?
Muitos de nós dizíamos que bebíamos por causa das
situaç›es desagradáveis no lar. Raramente nos ocorria que problemas
deste tipo são agravados, em vez de resolvidos, pelo nosso descontrole
no beber.
- Nas reuni›es sociais onde as bebidas são limitadas, você
tenta conseguir doses extras?
Quando tínhamos de participar de reuni›es deste
tipo, ou nos "fortificávamos" antes de chegar, ou conseguíamos
geralmente ir além da parte que nos cabia. E, freqŸentemente,
continuávamos a beber depois.
- Apesar de prova em contrário, você continua afirmando
que bebe quando quer e pára quando quer?
Iludir a si mesmo parece ser próprio do bebedor
problema. A maioria de nós que hoje nos encontramos em A.A., tentou
parar de beber repetidas vezes sem ajuda de fora. Mas não conseguimos.
- Faltou ao serviço, durante os œltimos doze meses, por
causa da bebida?
Quando bebíamos e perdíamos dias de trabalho na
fábrica ou no escritório, freqŸentemente procurávamos justificar
nossa "doença". Apelamos para vários males para desculpar nossas
ausências. Na verdade, enganávamos somente a nós mesmos.
- Já experimentou alguma vez Îapagamentoâ durante uma bebedeira?
Os chamados "apagamentos" (em que continuamos funcionando
sem contudo poder lembrar mais tarde do que aconteceu) parecem
ser um denominador comum nos casos de muitos de nós que hoje admitimos
ser alcoólicos. Agora sabemos muito bem quais os problemas que
tivemos nesse estado "apagado" e irresponsável.
- Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais
a vida, se não bebesse?
A.A., em si, não pode resolver todos os seus problemas.
No que se refere, porém, ao alcoolismo, podemos mostrar-lhe como
viver sem os "apagamentos", as ressacas, o remorso ou o desconsolo
que acompanham as bebedeiras desenfreadas. Uma vez alcoólico,
sempre alcoólico. Portanto, nós em A.A. evitamos o "primeiro gole".
Quando se faz isto, a vida se torna mais simples, mais promissora
e muitíssimo mais feliz.
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Você deve procurar o A.A.- Direitos Autoriais © 1973
Traduzido do Inglês com permissão de Alcoholics Anonymous World Services, Inc. (A.A.W.S.). Nenhuma parte desta tradução pode ser duplicada sob qualquer forma, sem permissão escrita de A.A.W.S., Inc. Publicado na língua portuguesa, com autorização, pela JUNAAB - Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos An™nimos do Brasil. Caixa Postal 3180 - CEP 01060-970 São Paulo/SP - Brasil Literatura Aprovada pela Conferência de Serviços Gerais de A.A. |
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